Minh'alma
Sinta-se
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Viciador
A intenção de discretear
Vicio,
Vicio infectante inflamado na carne
Dói, correi, enche o saco te lembrar
Querer escrever pouco de novo
Repetir o contexto, ser o mesmo
Deixar a profundidade fútil, evidenciar-se
Depois de derramar encantos puros
Com a privança puramente infame
Com a mesma química que molhava sua roupa
Estorvando um corpo autônomo
Em nova era: não responde uma mensagem.
em nova era, não responde uma mensagem.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Retorno do Fim
Aperto o freio;
O que tenho se divide
Melhor ter e raspar as falhas
Do que deslizar sem se sujar
Quem me dera ser um pouco mais de mim
Mesmo assim,
Andar até quando me permitir
O retorno do fim
Onde as falhas seriam consolos
E como o cão preferiria o osso
Um todo cortado aos poucos
Apenas milhares de humanos
Jantam tranquilamente com amores passageiros...
26/06/2009
Bastos de Filip3
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Sonho Normal
Espaço é pouco, diz o meu final...
De semana, do mês do ano
E vida quais os planos?
A quem engana? O que fez?
De semana, do mês do ano
E vida quais os planos?
A quem engana? O que fez?
Nada Natural, Nada Anormal
Ela só pensa em casamento
Num grande amor pra recordar
E de tato reclamar
Acabou o seu tormento
Está pronta para casar
E diz que hoje é seu momento
Num grande amor pra recordar
E de tato reclamar
Acabou o seu tormento
Está pronta para casar
E diz que hoje é seu momento
Vai reclamar, vai reclamar!
Eu sei...
Mas não larga!
Pra não ter que zerar o placar
Onde meio estava afrente
Pra não ter que zerar o placar
Onde meio estava afrente
E de novo quer viver
Uma vida de menina
Com boneca de verdade
Vê o sonho na rotina
Conseguiu o que queria
Menos tempero vigorante
Um cotidiano sufocante
Que lhe deu o que pediu
A menina que pariu
A Puta que pariu
Um Sonho bem vermelho
Hoje se tranca no banheiro
Pra chorar novas dores
Uma vida de menina
Com boneca de verdade
Vê o sonho na rotina
Conseguiu o que queria
Menos tempero vigorante
Um cotidiano sufocante
Que lhe deu o que pediu
A menina que pariu
A Puta que pariu
Um Sonho bem vermelho
Hoje se tranca no banheiro
Pra chorar novas dores
Vida vai-me desculpar
Do jeito que se deu
Do jeito que se dá
Do jeito que se deu
Do jeito que se dá
28/07/2008
Bastos de Filip3
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Mentia
Na verdade queria falar com você
Na verdade quero falar para você
Se derramando em armadura
Quase chumbada ao próprio corpo
Prever o novo? Sua reação
Ao Sentir-se muda, pinta sua linda declaração
Coisa de louco!
Desejar-te como se deseja o amor de um poeta
Completamente são, diria...
Na realidade queria amadurecer com você
Na realidade quero amadurecer para entender
O porque não se perder em suas chamas
Afinal existe fogo suficiente para queimar retinas
Ao provar-te fria, surge alívio em seus olhos secos
Coisa de louco então!
Comer-te como se come o coração de um poeta
Sangue são, diria "a penas"...
Que voam penas
A falta faz,
Perto do braço
Nunca mais,
Mentia...
30/07/2008
Bastos de Filip3
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Arrepio Involuntário
O Suporte da razão
Escurece a sombra do clarão
Divisão de vira-lata, para a própria lata
Desolado no cansaço e nas promessas temporão
Julgo de novo maldição
E o feitor ganha mais de um cordão
Para pendurar no silêncio da decência
Ao movimentar-se nascera "nova mente"
Ao imobilizar-se percebeu "dor mente"
Se concentrar no que importa
Bata a porta!
Que janelas escorregam nos dedos suados
E vento? Invade a sala pelas frestas
Aí sim, é Arrepio Involuntário
Bastos de Filip3
29/04/2008
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Poetizando...
O lixo comeu minha poesia
Ou poesia virou lixo
Mas poeta sei que estas vivo
Ou vida é ser poeta
Enrustido em papel rascunho
Ou rascunho é papel Rejeitado
De um lado a total serventia em riscos
E do outro, arisco
O risco de ser isto que é
Um poeta de um só verso
Ou poesia é mais nada além
Que um verso infinito
18/06/2009
Bastos de Filip3
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Minh'Alma
Intrínseco, nascerá sujo,
Contudo e com tanto
Que não restam sobras no tempo;
Caprichar, dobrar, encorpar, incorporar...
Vê-se no espelho o esboço rústico
Confronta-te, o único olho da obra finalizada
Porém feito a Mão;
Cobri, feri, dissipa, fabrica, mata...
No acabamento muita dedicação
E no salto soturno do então,
Desprende-se a corda e sufoca
Sussurra o próprio criador
Que deixou que tomasse como licor
Os laços da Minh’alma...
Bastos de Filip3
12/06/2009
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